domingo, 29 de novembro de 2015

LUZES DO MUNDO - ANGÉLIQUE NAMAIKA




Angélique Namaika - A Voz das mulheres no Congo

Angélique Namaika é uma freira congolesa que atua na remota região nordeste da República Democrática do Congo (RDC) ajudando milhares de mulheres vítimas da brutal violência sexual e de gênero praticada pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA, em inglês) e outros grupos.

Freira desde 2000, Angélique optou por dedicar sua vida às mulheres congolesas obrigadas a deixar suas casas para escapar da violência desses grupos rebeldes.



Aos nove anos de idade, Angélique decidiu dedicar sua vida aos necessitados ao ver uma religiosa trabalhando em uma aldeia.

"Comecei esse trabalho pois quando era pequena vi uma freira no meu vilarejo e fiquei inspirada por ela".

Irmã Angélique, 48, é uma refugiada dentro do próprio país. Foi obrigada a deixar sua casa em virtude de ataques do grupo armado na região e viveu em abrigos com outros deslocados em 2009. 

“Não sabia aonde ir. Cruzei árvores, campos, não havia comida para todos. Na caminhada, cantava músicas religiosas para espantar o medo", relatou.  

“ Era difícil achar quem ajudasse. Quando conheci as vítimas do LRA que escapavam da floresta, percebi que elas tinham sofrido muito mais atrocidades do que eu. Isso me encorajou a ir todos os dias aonde elas viviam para ajudá-las. Estar juntas é importante para as mulheres. Lembramos sempre do ditado: uma por todas, todas por uma”, narrou.




O Exército de Resistência do Senhor (LRRA), nos últimos 30 anos forçou o deslocamento de 2,6 milhões de pessoas internamente e além das fronteiras em Congo, Uganda, Sudão do Sul e República Centro-Africana, indica um relatório divulgado pelo Acnur.


Angélique comanda, desde 2003 o Centro para Reintegração e Desenvolvimento, onde oferece treinamento e acolhimento às mulheres que sofreram abusos sexuais e agressões físicas e psicológicas. 

Ela foi uma refugiada por causa da guerrilha, por quatro meses, e apesar de não ter sofrido abusos, se mobilizou para ajudar. 


À frente do Centro para Reintegração e Desenvolvimento, a Irmã Angélique Namaika já ajudou a transformar a vida de mais de duas mil mulheres e meninas que foram forçadas a deixar suas casas e sofreram abusos, principalmente pelo grupo rebelde LRA. 

Muitas destas mulheres trazem histórias de sequestro, trabalho forçado, espancamento, assassinato, estupro e outras violações de direitos humanos.



Quando conseguem escapar do cativeiro, essas mulheres precisam enfrentar o trauma e a discriminação por parte da própria comunidade para tentar se reintegrar à sociedade.

Estima-se que aproximadamente 350 mil pessoas tenham sido forçadas a deixar suas casas na região de Dungu – e 70% delas devido a atividades relacionadas com o LRA ou com ameaça de ataques. 

A brutalidade do LRA é bastante conhecida, e depoimentos de mulheres mostram a terrível natureza de seu abuso. 

“ As deslocadas pela violência do LRA são muito vulneráveis. Elas são capturadas, levadas à floresta e dadas aos soldados. Ali, apanham, são vítimas de violência sexual”, disse  à coletiva de imprensa se Genebra.

A abordagem individual adotada pela Irmã Angélique no seu trabalho ajuda as vítimas a se recuperarem de seus traumas. 

Além do abuso que sofreram, essas mulheres e crianças vulneráveis são frequentemente condenadas ao ostracismo por suas próprias famílias e comunidades. 




O trabalho feito por Namaika é fundamental para a recuperação dos traumas na vida dessas meninas e mulheres. É preciso um cuidado especial para conseguir que elas curem suas feridas e reconstruam suas vidas. Através de atividades que geram renda, a Irmã Angélique ajuda essas mulheres a começarem um pequeno negócio ou a voltarem para a escola. Os depoimentos das mulheres atendidas pela Irmã transmitem o efeito do trabalho da freira em promover uma mudança em suas vidas, já que muitas delas a chamam de “mãe”.





“É muito difícil imaginar o sofrimento das mulheres e meninas vítimas do LRA, pois elas guardarão as cicatrizes desta violência por toda a vida”, disse a Irmã Angélique Namaika. Segundo ela, o prêmio “ajudará mais pessoas deslocadas em Dungu a recomeçarem suas vidas. Jamais vou parar de fazer tudo o que estiver ao meu alcance para dar-lhes esperança e uma chance de viver de novo”.

A própria Irmã Angélique foi deslocada pela violência em 2009. Ela sentiu na pele o trauma de fugir de casa. 

Isso faz parte da lista de motivações que a levam a trabalhar dia após dia percorrendo muitos quilômetros, por estradas esburacadas, para chegar a todos os necessitados.

Nessa remota parte do nordeste do Congo, a irmã dedicou sua vida a ajudar mulheres e crianças excluídas a serem novamente aceitas por suas comunidades, curar suas feridas, e se tornarem autossuficientes.

O sorriso aberto e franco no rosto é uma de suas marcas registradas. Aos 48 anos, a freira congolesa Angélique Namaika não deixa que a dura realidade da cidade de Dungu, na Província Oriental da República Democrática do Congo (RDC), apague sua esperança no futuro.  




A bordo de sua bicicleta, ela percorre diariamente as ruas empoeiradas da vila onde mora, região devastada por 30 anos de guerra civil, para dar apoio às mulheres vítimas da violência relacionadas ao conflito interno do Congo.

Atualmente, 150 mulheres são atendidas pelo Centro para Reintegração e Desenvolvimento, associação da qual a Irmã Angélique é co-fundadora. Desde que o centro foi criado, em 2008, mais de 2 mil mulheres já foram atendidas. 


O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) honrou a Irmã Angélique Namaika, com o Prêmio Nansen, no dia 30 de setembro  de 2013 em uma cerimônia em Genebra. Nessa mesma ocasião, recebeu uma benção especial do Papa Francisco:





“Conhecer o Papa foi uma grande honra para mim”, disse a Irmã Angélique. “Nunca imaginei que iria encontrar o Santo Padre, e quando descobri, chorei por um longo tempo. Quando o encontrei, eu disse: ‘Eu sou da República Democrática do Congo e eu carrego comigo as mulheres e crianças que têm sido vítimas de atrocidades cometidas pelo Exército de Resistência do Senhor (LRA, da sigla em inglês) para que você possa abençoá-las, assim como a mim”, disse a Irmã, se referindo ao grupo armado irregular originário de Uganda que atua no nordeste do Congo.

Segundo ela, o Papa Francisco disse-lhe: “Sei da sua causa, você deve continuar a ajudar (os refugiados e deslocados internos).” Ela disse que, em seguida, o Papa colocou as duas mãos sobre a cabeça dela para então rezar e abençoá-la – assim como as centenas de mulheres que ela ajudou na República Democrática do Congo.












Baseada nas seguintes fontes:
http://www.acnur.org/t3/portugues/informacao-geral/premio-nansen/irma-angelique-namaika-ganhadora-do-premio-nansen-2013/
http://www.agostinianos.org.br/visualizacao-de-atualidades/pt-br/ler/241/agostiniana-recebe-pr-mio-nobel
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/09/congolesa-que-ajuda-vitimas-da-violencia-ganha-premio-da-onu.html

sábado, 28 de novembro de 2015

KARMA


Carma ou karma (do sânscrito कर्म, transl. Karmam, e em pali, Kamma, "ação") é um termo de uso religioso ou espiritual dentro das doutrinas, budista, hinduísta e jainista, adotado posteriormente também pela Teosofia, pelo espiritismo e por um subgrupo significativo do movimento New Age, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências.

Designa uma força ativa, significando que o resultado dos acontecimentos futuros pode ser influenciado por nossas ações.

O karma seria a lei universal de causa e efeito que governa as ações intencionais. De acordo com ela, todos os atos intencionais produzem resultados, que mais cedo ou mais tarde serão sentidos por quem realizou a ação.

A lei do Karma é aquela lei que ajusta o efeito a sua causa, ou seja, todo o bem ou mal que tenhamos feito numa vida virá trazer-nos consequências boas ou más para esta vida ou próximas existências. A lei do Karma é imodificável, e é conhecida em várias religiões como “justiça celestial”.



Essa lei opera em ­vários ­níveis: assim como os indivíduos têm carma, também têm carma grupos e sociedades, países e até mesmo o planeta Terra como um todo, tem um carma que pertence a todos os seres sencientes que o habitam.

Existem várias interpretações para o significado de carma, de acordo com as doutrinas hinduísta, budista, jainista, e posteriormente do espiritismo (que o chama, em realidade, de “lei da causa e efeito”), da teosofia e do movimento new age. 

A essência do termo pode ser associada a lei física que diz que “para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário”. 

A analogia, no entanto, deve ser feita com cautela: primeiro porque o carma não é uma lei científica que possa ser medida em laboratório (embora seja uma lei natural); segundo porque a “reação a ação” geralmente não se dá imediatamente, como em reações físicas, e pode até mesmo levar anos, ou vidas.




Nas suas origens, a palavra karma significava "força" ou "movimento". Apesar disso, a literatura pós-védica expressa a evolução do termo para "lei" ou "ordem", sendo definida muitas vezes como "lei de conservação da força". Isto significa que cada pessoa receberá o resultado das suas ações. É um mero caso de causa e consequência.

Apesar de muitas religiões e filosofias da Índia não incluírem o conceito de culpa, castigo, remissão e redenção, o karma funciona como um mecanismo essencial para revelar a importância dos comportamentos individuais.

Budismo:


No budismo, Kamma ou Karma é a palavra para "ato" ou "ação", e nesse sentido usa-se a palavra em textos mais antigos para ilustrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas. 

Considera-se que por gerar carma os seres encontram-se presos ao samsara (roda das reencarnações), e portanto a última meta da prática budista é extinguir o carma.

Qualquer ação física, verbal ou mental executada com uma intenção pode ser chamada de karma. Em outras palavras, pode-se dizer que karma é qualquer volição moral ou imoral, ou qualquer ação, reação ou resultado volitivo. 


O corpo, a fala e a mente são os três mestres do karma, pois são eles que executam as ações ou atos que o constituem.  Na verdade, nem sempre o karma é um "mau" karma. Tanto a felicidade quanto o sofrimento na vida de alguém são determinados pelo karma de seu corpo, fala e mente.

Para o budismo, a Lei de Causa e Efeito é inexorável. Uma determinada causa resulta, inevitavelmente, em um determinado efeito: não há exceção. 

Uma pessoa boa sofre nesta vida porque sementes maléficas que plantou no passado estão amadurecendo agora. Assim, é necessário que sofra no presente. Mesmo tendo realizado inúmeras boas ações nesta vida, pode ser necessário esperar a próxima vida, ou vidas futuras, para colher os efeitos dessas boas ações. 


Perante a Lei de Causa e Efeito, todos são iguais e colhem seus próprios frutos kármicos. Ninguém recebe tratamento preferencial. O bem gera o bem; o mal gera o mal. A Lei de Causa e Efeito é absolutamente justa: a ninguém é dado o usufruto de privilégios especiais.

No budismo, karma é usada para mostrar a importância de desenvolver atitudes e intenções corretas.

Esoterismo:


Alguns movimentos esotéricos costumam falar em karma no sentido de "conjunto de deméritos acumulados" e em dharma como "conjunto de méritos acumulados" (portanto o contrário de karma). 

Essa terminologia não é consistente com o uso tradicional das religiões orientais, principalmente porque Dharma significa ensinamento ou verdade em vez de mérito ou virtude. Outros adotam um conceito semelhante ao do Espiritismo.


Para eles o Karma é o que devemos ou temos que pagar pelas más obras que fizemos quando deixamos atuar os "eus" em lugar da Consciência. O termo é usado, para expressar um conjunto de ações dos homens e suas consequências no tempo.


Espiritualismo:


Para os espiritualistas, não existe carma, e sim a escolha da alma.  A Alma escolhe o que quer experimentar nessa existência.  Não para se punir ou adquirir uma "suposta" evolução, mas para vivenciar o que lhe parece importante naquele momento.

Os espiritualistas não acreditam em punição, em recompensas, em salvação ou na evolução (como creem os espiritas). Para eles, somos todos centelhas divinas, tendo uma experiencia na matéria.

Então, não, não existe o débito cármico - não no sentido que as religiões propagam.


Os espiritualistas acreditam que você pode fazer o que quiser sem medo de punição. Contudo, terá de arcar com as consequências. As consequências são os resultados naturais, que não são o mesmo que punições. 

Nada jamais é exigido. Somos, e sempre seremos, um ser com livre-arbítrio.

"O momento atual morre a cada momento para se tornar o passado, renasce a cada momento no futuro. Toda experiência é agora. Agora nunca termina."

Os espiritualistas entendem que a nossa vida é AGORA, é o HOJE, e é no  presente momento. Necessitamos construir a nossa vida de agora, independente do que aprendemos em outras vidas. 

Para eles, na crença sobre o Karma, as pessoas se aprisionam, na culpa, na autopunição e na falta de espontaneidade para vivenciar suas histórias. 

"Nós escolhemos vivenciar essa realidade, escolhemos que experiência queremos ter."

Espiritismo:


Na visão espírita cada ser humano é um espírito imortal encarnado que herda as conseqüências boas ou más de suas encarnações anteriores. 

Embora Allan Kardec não tenha usado em momento algum a palavra "karma" ou qualquer de suas variações, esta veio a ser mais tarde incorporada ao jargão espírita por alguns espíritas, para designar o nível de evolução espiritual de cada indivíduo, ao qual se devem as circunstâncias favoráveis ou desfavoráveis que venha a encontrar.

No entanto, para explicar isto o espiritismo apresenta um conceito mais abrangente: a Lei de Causa e Efeito. Enquanto que normalmente o conceito de karma sugere uma dívida a ser resgatada, a lei de causa e efeito nos apresenta a ideia de que o futuro depende das ações e decisões do presente. 


"É a conta do destino criada por nós mesmos, englobando os créditos e os débitos que em particular nos digam respeito. É o sistema de contabilidade do Governo da Vida." - André Luiz

É importante, portanto, compreender que para essas doutrinas, o carma não é um sistema de crédito e débito, de “aqui se faz aqui se paga”. Seu mecanismo não atua para “punir os maus” com uma dose de seu próprio veneno. 

Na realidade, se trata de um remédio, às vezes de gosto amargo, mas que visa sempre impelir aos seres da ignorância para a sabedoria, dos instintos animais para a consciência abrangente, da terra para os espaços cósmicos adiante.







Post baseado nas seguintes fontes:

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

"As festas de Natal são uma farsa!" - Papa Francisco


Diante do consumismo, exploração do capEtalismo, violências mercadológicas e ameaças de guerras feitas por "cristãos" contra inimigos por eles mesmos produzidos, o Papa Francisco afirma: 
"As festas de Natal são uma farsa!"

"No momento em que homens se matam por conta da fé ou do dinheiro produzido pela fé, caberia ao Cristão "comemorar" a festa natalina? 


Para o mais popular papa da história recente do Catolicismo a resposta é "não!" 

Para ele, as festas de Natal são uma farsa na medida em que o cristão se preocupa com presentes, cartões, comida farta e presépios enquanto ignora a dor de milhões de pessoas em todo o mundo, especialmente das vítimas da intolerância. 


Francisco diz que os Cristãos deveriam orar e manter discrição nas festas natalinas.

O Papa afirmou, em homilia no Vaticano, que as festas de Natal tornam-se vazias e soam  falso perante um mundo que escolheu "a guerra e o ódio".


"Estamos perto do Natal: haverá luzes, festas, árvores iluminadas, presépios, mas é uma farsa. O mundo continua a fazer as guerras. Não escolheu o caminho da paz", lamentou o Francisco, na homília da missa matinal.


"Hoje há guerras em toda a parte e ódio. (...) 
E o que resta? Ruínas, milhares de crianças sem educação, tantos mortos inocentes, tantos. E tanto dinheiro nos bolsos dos traficantes de armas", denunciou o Papa, após o pior ataque terrorista na história francesa, a explosão de um avião russo, um duplo atentado suicida no Líbano e uma série de outros ataques mortais.

O Sumo Pontífice defendeu que a guerra é a escolha de quem prefere as "riquezas" ao ser humano.


"Devemos pedir a graça de chorar por este mundo, que não reconhece o caminho para a paz. Para chorar por aqueles que vivem para a guerra e que têm o cinismo de o negar", acrescentou o Papa, dizendo que "Deus chora, Jesus chora". 

O Papa falava no dia em que foi instalado na praça de São Pedro, em Roma, um grande pinheiro para as festividades de Natal.

O pinheiro com 25 metros de altura é oriundo da terra natal do anterior Papa e atual Papa Emérito Bento XVI, o estado da Baviera, no sul da Alemanha.

A árvore, que estará pronta a tempo do início do ano santo (Jubileu da Misericórdia) a 8 de dezembro, será enfeitada com ornamentos feitos por crianças com cancro que estão internadas em vários hospitais italianos.


Este ano, o presépio do Vaticano será composto por 24 figuras em tamanho natural, esculpidas em madeira e pintadas à mão. 

Ao lado das figuras habituais da história do nascimento de Jesus, a composição terá também esculturas de pessoas comuns, como um homem ajudando uma pessoa idosa.




Fontes:

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Há um oceano no interior da Terra



Olhando a Terra do espaço, não é difícil imaginar por que apelidaram nosso mundo de planeta-água. 71% da superfície terrestre é coberta por líquido. 

Mas talvez o planeta seja mais molhado por dentro do que por fora. Geólogos da Universidade de Alberta, no Canadá, dizem ter descoberto uma enorme reserva de água dentro do planeta. 

Esses pesquisadores descobriram um pequeno diamante que aponta para a existência de um grande depósito de água sob o manto da Terra. Com cerca de 600 quilômetros de profundidade,  seu volume poderia preencher três vezes os oceanos que conhecemos.

Graham Pearson

O principal autor do estudo, Graham Pearson,  membro da Universidade de Alberta, no Canadá, disse que “Uma das razões da Terra ser um planeta dinâmico é a presença de água em seu interior. As mudanças da água dependem da forma como o mundo funciona”.

Depois de discutir a teoria há décadas, os cientistas relatam que finalmente encontraram um grande oceano no manto da Terra, três vezes maior do que os oceanos que conhecemos.

Esta descoberta surpreendente sugere que a água da superfície vem do interior do planeta como parte de um ciclo integrado da água, desbancando a teoria dominante de que a água foi trazida para a Terra por cometas gelados que passaram por aqui há milhões anos.


Cada vez mais os cientistas estão aprendendo sobre a composição de nosso planeta, compreendendo os acontecimentos relacionados às mudanças climáticas. O clima e o mar estão intimamente relacionados com a atividade tectônica que tem estado continuamente vibrando sob nossos pés.

Assim, os pesquisadores acreditam que a água na superfície da Terra poderia ter vindo do interior do planeta, tendo sido “impulsionada” para a superfície por meio da atividade geológica.

Depois de inúmeros estudos e cálculos complexos para testar suas teorias, os pesquisadores acreditam ter encontrado um reservatório gigante de água numa zona de transição entre as camadas superior e inferior do manto, uma região que se encontra em algum lugar entre 400 e 660 km abaixo da superfície da terra.


Como sabemos, a água ocupa a maior parte da área de superfície do nosso planeta, que é paradoxalmente chamado de Terra. Embora seja verdade que, em comparação com o diâmetro terrestre a profundidade dos oceanos represente apenas uma fina camada semelhante à casca de uma cebola, descobrimos agora que a presença deste precioso líquido não está limitada à superfície visível.

Na realidade, a cerca de centenas de quilômetros de profundidade no subsolo há também enormes volumes de água, com uma importância fundamental para a compreensão da dinâmica geológica do planeta. Quase um oceano no centro da Terra.

A importante descoberta foi realizada por pesquisadores canadenses, que se basearam em um diamante encontrado numa rocha, em 2008, em uma área conhecida como Juína, no estado do Mato Grosso, Brasil.

A descoberta ocorreu por acidente, pois a equipe que estava, na realidade à procura de outro mineral, comprou um diamante de alguns garimpeiros que o tinham encontrado através de uma coleta de cascalho realizada em um rio raso. 

Ao analisar a pedra detalhadamente um estudante descobriu, um ano depois, que o diamante, de apenas três milímetros de diâmetro e de pouco valor comercial, continha em sua composição um mineral chamado ringwoodite, que até agora só tinha sido encontrado em rochas de meteoritos e que contém significativa quantidade de água. 

Ringwoodite


Ringwoodite se forma apenas sob pressão extrema, como a cerca de 515 km de profundidade no manto da Terra.

Como todo diamante, ele se forma sob a crosta terrestre. Mas este era diferente. Dentro dele, os cientistas encontraram um grãozinho desse minério raro, a ringwoodite, que tem moléculas de água dentro. 


O ringwoodite é feito de 1,5% de água, presente não como líquido, mas como hidróxido de íons (moléculas de oxigênio e hidrogênio ligadas). Ou seja, os resultados do estudo sugerem que poderia haver um vasto estoque de água na zona de transição do manto, que se estende de 410 a 660 km de profundidade.


A partir disso, eles puderam estimar o percentual de água contido no manto, na chamada zona de transição, que fica entre 410 e 660 km abaixo do solo. 


Se as contas estiverem certas, o interior do planeta pode conter uma reserva com 1,4 quintilhão de litros de água - uma quantidade maior do que todos os oceanos somados. 

"É um achado surpreendente do ponto de vista da formação dos planetas", diz o astrônomo Cassio Leandro Barbosa, da Universidade do Vale do Paraíba. "É difícil explicar de onde essa água poderia ter vindo."

No entanto, a confirmação final da presença deste mineral levou muitos anos, pois foi necessária a realização de vários testes e análises científicas.

“É a confirmação de que há uma grande quantidade de água presa em uma camada muito distinta no interior do planeta”, disse Graham Pearson, principal autor do estudo. 

“Isso se traduz em uma massa muito, muito grande de água, aproximando-se do tipo de massa de água que está presente em todos os oceanos do mundo”, fala Pearson.


A maior parte do volume da Terra é manto, a camada de rocha quente entre a crosta e o núcleo. Muito profundo para perfurar, a composição do manto é um mistério fermentado por duas pistas: meteoritos e pedaços de rocha que chegaram a superfície por vulcões.

Os cientistas pensam que a composição do manto da Terra é semelhante ao de meteoritos chamados condritos, que são principalmente feitos de olivina. Lava expelida por vulcões às vezes passa pelo manto, trazendo pedaços de minerais que fazem alusão ao calor intenso e a olivina nas entranhas da Terra.

“A maioria das pessoas (inclusive eu) nunca esperava ver tal amostra. Amostras da zona de transição e do manto inferior são extremamente raras e só encontradas em poucos diamantes incomuns”, explica Hans Keppler, geoquímico da Universidade de Bayreuth, na Alemanha.


Desde a sua descoberta em solo brasileiro, a amostra estava passando por análises que determinaram que o diamante era, sim, proveniente da Terra e não do espaço.

A peculiaridade desta descoberta  é que  esta água não existe em qualquer um dos três estados que conhecemos: líquido, sólido ou gasoso. A água foi encontrada em estruturas moleculares de formações rochosas no interior da Terra.


Uma concentração tão importante de água trás uma mudança significativa nas teorias relacionadas com a origem da água na superfície da Terra.

Esta descoberta é a prova de que nas partes mais profundas do nosso planeta, a água pode ser armazenada. Fato este que poderá colocar fim em uma polêmica de 25 anos, sobre se o centro da terra é seco ou úmido em algumas áreas.





Fonte:http://super.abril.com.br/ciencia/interior-da-terra-pode-ter-megarreservatorio-de-agua
http://hypescience.com/ha-um-oceano-de-agua-no-interior-da-terra-conclui-estudo-com-diamante-brasileiro/
https://www.epochtimes.com.br/cientistas-descobrem-outro-oceano-debaixo-da-terra/#.VlTG2vlViko

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Resgate sua essência


A acumulação de riquezas e a ostentação estão deturpando os valores das coisas e das pessoas. 

Em um mundo em que o dinheiro é mais valorizado que os sentimentos, a aparência também acaba sendo mais importante que a essência. 

Consequentemente, a vida, que antes era palco da luta entre o ser e o ter, agora se tornou um campo de batalha entre o ser e o parecer.


Antigamente, quem não conseguia ser procurava ter bens materiais para conquistar a admiração dos outros. 

Assim, algumas pessoas que não conseguiam ser cultas compravam carros caros para mostrar que eram importantes.

Algumas pessoas que não eram educadas davam gordas gorjetas aos garçons para ser bem tratadas, apesar de suas grosserias. 


Alguns homens que não conseguiam atrair as mulheres que desejavam conquistar, davam presentes caros para impressionar. 

Entretanto, como a cada dia está mais difícil ter, muitas pessoas passaram a buscar maneiras de parecer ter.

Parece que elas têm uma bolsa de grife.

Parece que têm um relógio caríssimo.

E algumas procuram ainda algo pior: parecer ser!


Querem parecer cultas só porque compram muitos livros. Querem parecer competentes apenas porque usam palavras em inglês.

A cobrança para obter sucesso a todo custo criou uma multidão que se sente perdedora.

A exigência para sorrir o tempo todo fez com que entrássemos em contato com nossa infelicidade.


A pressão para comprar tudo o que é lançado fez com que dinheiro nenhum fosse suficiente para saciar nossos desejos.

Apesar de sentirem-se frustradas, as pessoas se cobram seguir adiante com uma maneira de viver que não faz sentido para elas. 

E investem mais e mais nas aparências… 


Passam a se cobrar estar alegres o tempo todo, mas como não conseguem, começam a fazer qualquer coisa para parecer felizes.

Passam a se cobrar ser bem-sucedidas financeiramente, mas como nem todas conseguem isso, começam a comprar coisas que demonstrem ser pessoas de sucesso. 

Para ter o que mostrar, fazem dívidas que não conseguirão pagar. Compram bens materiais em vez de investir no crescimento pessoal. Compram falsificações para vender a ilusão de que têm muito dinheiro. 


Investem sua energia em impressionar os outros em vez de seguir seu caminho de plenitude.

Gastam o tempo com frivolidades em vez de criar riquezas duradouras. 

Tentam satisfazer os outros, mas não sabem o que é estar de bem com a vida.

Roberto Shinyashiki





Fonte:http://verdademundial.com.br/2015/10/resgate-sua-essencia/



domingo, 22 de novembro de 2015

Pura Potencialidade


Tudo que existe tem origem em uma Pura Potencialidade...

Esta Potencialidade pode ser chamada de Fonte da Vida, Deus, Suprema Inteligência, Vazio Infinito, Potencial Criativo... 


Esta origem de tudo que existe, de todos os universos, de todos os estados de consciência, de toda a criação e vida não conhece espaço ou tempo, não conhece conflito, nem evolução ou involução, pois não há nenhuma dualidade nisto. 

Esta unicidade é inconsciente de si mesma e cria a partir dela a consciência para se tornar consciente de Si.



A consciência pura é a filha desta potencialidade. 

Com o seu aparecimento, a unicidade aparentemente toma dois aspectos: espiritual e material. 

A consciência pura, portanto, é o movimento da Unicidade. 

Este movimento da Unicidade nós chamaremos de Dualidade.

Porque Dualidade? Porque aquilo que era uno, que era inconsciente de Si, agora passa a tomar consciência de Si, com o nascimento da consciência. 

Deus começa a conhecer Ele mesmo. 

E como ocorre este processo de conhecimento? 


Para haver conhecimento é preciso que o UNO se divida em dois aspectos distintos e complementares: o conhecedor e aquilo que é conhecido. É preciso que haja um sujeito e um objeto. 

Então há o nascimento do corpo para que a consciência possa operar.

O conhecedor é consciência, e o conhecido é o mundo. 

O conhecedor é sempre espírito, consciência pura, enquanto que o que acontece como energia em movimento (vida) é na verdade a parte material desta consciência, fazendo parte seu corpo e sua mente desta parte material. 


O "EU SOU" é espírito consciente, e o mundo é parte de mim, parte dessa consciência material. 

O que EU SOU é invisível.

Enquanto o mundo e meu corpo físico (que faz parte do mundo) é visível.

Consciência, portanto, é formada por estes dois aspectos: invisível e visível, yin e yang, feminino e masculino, negativo e positivo, o desconhecido e o conhecido, o Pai e o Filho.


O paraíso é relembrar quem você é.

O alinhamento corpo/mente/consciência como unos e inseparáveis do que você é em realidade, revela o paraíso. 


Consciência universal é a origem do que somos no mundo manifesto, e ela representa toda a existência. 

Consciência individual é a aparência que tomamos como um corpo físico, e representa o ego/mente.

A pergunta QUEM SOU EU? é apenas um artifício para levar a mente de volta para sua origem silenciosa. 

A mente é pensamento. De onde vem o pensamento? Veja por si mesmo que todo o pensamento surge na consciência. 

E quem é você mesmo agora? Consciência pura. Sem pensamentos você continua existindo. 

Como? Como consciência pura. 

Quando você se identifica com um pensamento tipo “Eu sou imperfeito”, cria uma sub-consciência que se toma como uma identidade separada da vida: mente/ego. 


Ver todos os pensamentos como uma aparência na consciência é a chave da paz.

Pensamentos são conteúdos dessa consciência. Eles aparecem na consciência como as ondas aparecem no oceano. 

Pensamentos surgem e desaparecem na consciência universal que somos. 

Tudo é consciência e esta consciência é uma sobra do não-manifesto Pai eterno, aquilo que é não-criado, atemporal, e além de todos os conceitos. 


Portanto, o real é este infinito. A criatura e o criador são um só processo. 

Na tradição religiosa, o Pai e o Filho, O Absoluto e o Relativo, o Eterno e o Finito, podem ser vistos agora como complementos de um processo único.

O ponto do ensinamento é trazer a atenção para esta consciência pura. 

Esta consciência é silenciosa, compassiva, e sem conteúdo. 

Quanto mais fixarmos a nossa atenção na consciência, mais ela se expande para nós, e quanto mais ela se expande, mais percebemos que nosso tamanho real é muito maior do que imaginávamos até então. Nossas crenças limitam a energia. 

Padrões de pensamento criam caroços e vícios energéticos. Mas tudo isso pode ser visto como parte da mente, mas não parte do que somos como consciência pura. 


O que somos está livre. 

O que somos é uma testemunha de toda a ação do corpo e todo pensar da mente.

Isso é meditação!

Nisargadatta Maharaj diz: “O que você parece ser como fenômeno é apenas conceitual. O que você realmente é não pode ser compreendido pela simples razão de que no estado não-conceitual não pode haver ninguém a compreender”.

Ora, se a mente é puro conceito, se tudo que você pensa de você e o mundo é puro conceito, e se o seu eu também é um conceito, então como o conceito pode compreender o não-conceito? 


Nisargadatta está tirando as bases de toda a busca e resumindo tudo: você é silêncio consciente.

E além do mundo você é apenas silêncio, Pura Potencialidade.

O mundo é a expressão ativa da consciência universal. 

O que os sábios chamam de ilusório é confundir este corpo com o EU REAL. 

A sombra não pode ser a substância, logo, o EU REAL não pode ser o ego e nem o corpo. 


O EU é sempre o divino! O EU É SEMPRE ESPÍRITO!
Uma pessoa é o processo de objetivação daquilo que não tem forma, do Absoluto. 

Para existir uma pessoa é preciso haver consciência. 
Relembrar esta origem como consciência pura e fixar residência no silêncio que vem antes da manifestação é o ponto da meditação.

Com isso, o organismo passa a ser uma expressão direta da consciência, não tendo mais a mente como intermediaria. 

O que faz a mente como intermediaria? 

Ela impede a inteligência natural de se manifestar na sua vida.

A inteligência espontânea e natural vem da consciência. 

A mente é apenas um arquivo de experiências vividas. Ela relembra o passado e imagina um futuro. Mas tudo isso no mundo virtual dos conceitos.

Vida vivida diretamente não necessita da mente como intermediaria. 

Essa inteligência opera no agora, não precisando do tempo para se manifestar. 

A consciência é a inteligência natural da vida. 
E se você quiser usar sua memória, a mente será apenas uma boa serva.

O ouro está no anel, mas o anel não é o ouro. Anel é a forma do ouro. 

Assim como seu corpo é a forma da consciência! 
Mas o ouro existe sem o anel de ouro. 
O que você é existe mesmo sem forma. 

Consciência é a sua raiz, a sua base. Consciência é sua essência. Consciência é a alma da meditação. 

Meditação real é acordar para o verdadeiro EU - Consciência. Sofrimento é decorrente de uma identificação errônea com o que não somos.



O sábio diz: Identifique-se com a consciência sem forma, contemple o espírito que você já é agora, e permita-se observar a existência do corpo e da mente, deixando-os fazerem as melhores escolhas que puderem, mas mantendo-se desperto e alerta ao seu EU REAL que é sempre perfeito, imutável, divino, pura presença consciente - o milagre dos milagres e razão de tudo que existe."


*Pontos Básicos do Ensinamento Não-Dual - por Swami S. Naseeb





Fonte : http://ventosdepaz.blogspot.com.br/2010/09/ensinamentos.html