terça-feira, 29 de setembro de 2015

VIDA EM MARTE?




Depois de um enorme suspense, a NASA confirmou as principais suspeitas: muito provavelmente há água líquida em Marte atualmente. A constatação torna a noção de vida no planeta vermelho ainda mais plausível. 

Então era essa a grande revelação? Alguém, em sã consciência no planeta terra, ainda tinha alguma dúvida sobre essa obvia constatação?


A existência ou não de água em Marte tem sido tema de debate por anos entre cientistas. No entanto segundo a Nasa, Marte pode ter oferecido condições para suportar a vida muito antes do que se imaginava. 

Até pouco tempo, sempre se cogitou que este período considerado habitável do planeta tivesse ocorrido há centenas de milhares de anos, uma “janela” considerada muito pequena para os padrões da origem da vida. Diante das novas descobertas reveladas pela Nasa, essa contagem mudou drasticamente.

"Marte não é o planeta seco que pensávamos. Em certas circunstâncias, existe água líquida em Marte", disse Jim Green, diretor de ciência planetária da Nasa, em anúncio nesta segunda-feira 28/09/2015.

Linhas que aparecem e somem em montanhas de Marte são formadas por água salgada escorrendo, indica novo estudo da Nasa (Foto: Nasa/JPL/Universidade do Arizona)

Em uma entrevista coletiva, cientistas da agência espacial americana afirmam que manchas escuras observadas na superfície de Marte podem estar ligadas à existência de água corrente durante o verão no planeta.

"Precisamos de múltiplas espaçonaves durante muitos anos para resolver esse mistério, e agora sabemos que há água líquida na superfície deste planeta frio e deserto", afirmou Michael Meyer, cientista-chefe do programa de exploração de Marte da Nasa, durante a coletiva.


Essas manchas escuras estão provavelmente ligadas à existência de água corrente no planeta.


"Essas manchas se formam no fim da primavera, aumentam no verão e somem no outono. Por 40 anos, não pudemos explicar por que elas existiam", afirmou Green.

"Marte sofreu uma enorme mudança climática e perdeu sua água. Mas há muito mais umidade no ar do que jamais havíamos imaginado."

Dados do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) mostram que as linhas escuras, que aparecem em declives marcianos, estão associadas a depósitos de sal, que podem alterar os pontos de congelamento e evaporação da água, fazendo com que ela fique líquida por tempo suficiente para se mover. Sem isso, a água congelaria nas baixas temperaturas do planeta.

Monte no centro da cratera Horowitz com linhas recorrentes em Marte (Foto: Nasa/JPL/Universidade do Arizona)

A aparente existência de água líquida e corrente aumenta a possibilidade de que micróbios também possam existir hoje – ou ter existido – no planeta vermelho, segundo os cientistas.

A descoberta também tem implicações para os planos de enviar astronautas a Marte, já que a identificação de córregos perto da superfície poderia facilitar o estabelecimento de colônias.


Lujendra Ojha
Minutos antes do anúncio, o estudo de Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos Estados Unidos, foi divulgado na publicação científica Nature Geoscience.

"Nossas descobertas apoiam fortemente a hipótese de que as linhas recorrentes em declives se formam como resultado de atividade contemporânea de água em Marte", afirma o estudo, esclarecendo que "a origem da água que forma as atuais linhas em declives ainda não foi compreendida".

A importância da descoberta está sendo realçada pelo que os cientistas escreveram. "Determinar se água líquida existe na superfície marciana é central para a compreensão do ciclo hidrológico e para o potencial da existência de vida em Marte", escreveu Ojha em estudo publicado na revista "Nature Geoscience".

"A água é essencial para a vida como a conhecemos. A presença de água líquida em Marte hoje tem implicações astrobiológicas, geológicas e hidrológicas que podem afetar a futura exploração humana."



As imagens divulgadas pela agência espacial mostram penhascos e paredões em vales e crateras, marcados por linhas que podem se estender por centenas de metros durante o verão marciano. Em alguns pontos, as linhas se combinam formando padrões intrincados.

Os cientistas ainda não sabem de onde poderia vir a água, mas o estudo levanta possibilidades, ainda não comprovadas, como a de que ela venha de aquíferos salgados, se condense a partir da fina atmosfera marciana, ou mesmo de uma combinação de ambos os fatores, em diferentes partes do planeta.

O pesquisador Alfred McEwen, membro da equipe de pesquisadores do MRO e professor de geologia planetária na Universidade do Arizona, afirma que ainda não foi encontrada "água parada" no planeta, mas, sim, camadas finas de solo molhado. "Essa água é mais salgada do que a dos oceanos da Terra", afirmou.

Três espaçonaves devem ir a Marte nos próximos três anos. Uma delas é o veículo ExoMars, da agência espacial europeia (ESA), que vai perfurar a superfície do planeta para buscar vestígios de vida.

De acordo com John Grunsfeld, chefe da equipe científica da Nasa, Marte já foi um planeta "muito parecido com a Terra, com mares salgados e mornos e lagos de água fresca".

"Mas algo aconteceu com Marte, que perdeu sua água. Será que já houve vida no planeta e podemos descobrir isso?"

Pesquisadores já haviam encontrado provas de que o planeta tinha água congelada em seus polos, em sua fina atmosfera e, mais recentemente, em pequenas poças que pareciam se formar à noite na superfície.

Em março, a Nasa revelou ter descoberto que um vasto oceano pode ter ocupado quase metade do hemisfério norte do planeta.

Imagem cedida pela Nasa


De acordo com os pesquisadores, o oceano teria existido por cerca de 1,5 bilhão de anos, mas, com o tempo, a atmosfera do país ficou mais fina, e a queda na pressão do ar fez com que mais água fosse perdida para o oceano.

O planeta também teria perdido a maior parte de seu isolamento térmico e, sem calor suficiente para manter a água líquida, o oceano diminuiu e acabou congelando. 

Hoje, apenas cerca de 13% da água permaneceria, congelada nos polos marcianos.

Em abril, a agência espacial divulgou que o veículo Curiosity encontrou informações que mostravam a existência de água bem salgada – uma espécie de salmoura – no solo marciano.



O que isso significa?

O estudo da NASA acaba de ser publicado na Nature Geosciences e mostra o que muitos já devem estar esperando. A comprovação de que existe água em Marte faz com que aumentem as chances de se encontrar vida no Planeta Vermelho. 

Com as condições atmosféricas que podemos observar atualmente, é bem provável que existam microrganismos por lá .

Lujendra Ojha foi bem enfático na publicação: "Não estamos falando de vida como a terrestre, mas formas adaptadas à alta concentração de sais são uma grande possibilidade". Quais serão as próximas descobertas?

Segundo Eduardo Cypriano, Professor do Departamento de Astronomia da USP: "Já haviam sido encontradas evidências da existência de vapor dágua e gelo em Marte, mas nunca haviam sido apresentados indícios fortes de que este planeta pode ter água em estado líquido.

Dessa vez, os cientistas da Nasa fizeram uma análise do especto luminoso da superfície de Marte e concluíram que o padrão desse espectro corresponde ao de um determinado sal hidratado – ou seja, sal e água em estado líquido. 

A descoberta é importante por que a água líquida é um meio facilitador de uma série de reações químicas essenciais a vida. Então, podemos dizer que ela aumenta a esperança de que se possa encontrar algum tipo de vida em Marte. "



Assim, a descoberta é extremamente importante, já que ela abre portas para outra questão: é possível ter vida em Marte?

"A presença de água em estado líquido na superfície de Marte aponta que há ambientes que são mais habitáveis do que se pensava”, disse Lujendra Ojha, do Instituto de Tecnologia da Geórgia, e membro do estudo ao site Space.

Quais são as evidências?

Neste momento, os cientistas estão tratando as evidências como indiretas, mas extremamente confiáveis.

A descoberta veio após pesquisas sobre linhas escuras em Marte. Elas eram chamadas de inclinações lineares recorrentes, por aparecerem sazonalmente em encostas marcianas quentes e relativamente íngremes.

A novidade anunciada faz parte de um conjunto de evidências de que essas linhas provavelmente foram formadas por água líquida salgada.

Isso foi identificado graças ao rastro químico deixado pela água. “Tudo que está fluindo em Marte está hidratando o sal e nós estamos vendo a hidratação como uma assinatura espectral”, disse Ojha ao site da Wired.


“Algo está hidratando estes sais, e parece ser estas faixas que vêm e vão com as estações do ano”, disse Ojha em um comunicado. “Isto significa que a água em Marte é salgada, e não pura. Faz sentido, porque sais diminuem o ponto de congelamento da água. Mesmo se a água está ligeiramente no subsolo, onde é ainda mais frio do que a superfície, os sais mantém a água em forma líquida e a permitem fluir pelas encostas marcianas “.



A descoberta da equipe é que os sais tinham moléculas de água intercaladas em suas estruturas cristalinas. Para os cientistas, isto é uma evidência muito forte de que eles foram depositados por água corrente. 

De onde vem?

O grande mistério agora é descobrir de onde a água está saindo. A equipe já tem algumas hipóteses. A primeira é que a água está congelada sob a superfície. Com o calor, o gelo derreteria e subiria à superfície.

Outra hipótese é que o sal possa ter absorvido a umidade da atmosfera de Marte para criar água em estado líquido. Uma terceira possibilidade é a existência de aquíferos subterrâneos.


Missões anteriores já sugeriam que Marte tinha um passado aquoso. Cientistas haviam encontrado pontos que acreditavam ser antigos leitos de rios, por exemplo.

A NASA atesta que conseguiu encontrar evidência de que a própria água flui por lá — não apenas as substâncias salinas. A Agência revela que é possível afirmar que a água na superfície de Marte flui periodicamente. Os sais já mencionados são cloratos e percloratos, que possuem a capacidade de reter a água e evitar que ela seja evaporada tão rapidamente.

Sabe-se com certeza que Marte no passado era um planeta muito mais quente e úmido. Pode até mesmo ter sido coberto por um oceano global. Mas por anos os cientistas têm debatido se a água líquida pode existir na superfície marciana frígida e seca hoje. 


Se a água líquida em Marte existe nos dias atuais, reforça substancialmente o caso para a vida microbiana. Aqui na Terra, no deserto de Atacama, sabemos que a deliquescência de certos sais oferece o único refúgio conhecido para comunidades microbianas ativas.










Baseado nas seguintes fontes:
http://misteriosdomundo.org/nasa-anuncia-descoberta-de-agua-salgada-liquida-em-marte/
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150928_marte_descobertas_cc
http://www.tecmundo.com.br/nasa/87131-nasa-confirma-existe-agua-marte-ela-parecida-nossa.htm

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Harmonia e Amor (Lao Tzu)


Se você observar a natureza verá que ela despende o mínimo de esforço em seu funcionamento. 



A grama não se esforça para crescer, apenas cresce. O peixe não se esforça para nadar, apenas nada. 



As flores não se esforçam para abrir, apenas desabrocham. 



Os pássaros não tentam voar, apenas voam... 



Essa é a natureza intríseca. A Terra não se esforça para girar sobre seu eixo; é próprio de sua natureza girar sobre seu eixo. 



É próprio de sua natureza girar a uma velocidade estonteante e rolar pelo espaço. 

É da natureza dos bebês o estado de graça. 



É da natureza do Sol brilhar. É da natureza das Estrelas piscar e reluzir. 



E é da natureza Humana materializar seus sonhos... 



E quando seus atos são movidos pelo amor, não há perda de tempo, de energia e de esforço. 



Ao contrário, tudo se multiplica e acumula. Temos nossa grandeza! 


Libere-se para vislumbrar a verdadeira grandeza do Universo: 



Sorria! Ame! Sinta-se feliz! Aceite-se! Permita-se! 



"O ser integral conhece sem ir, vê sem olhar e realiza sem fazer." 

(Lao Tzu)



sábado, 26 de setembro de 2015

O ESPETÁCULO DA LUA


Neste domingo, dia 27 de setembro, um belíssimo evento astronômico chamará a atenção de grande parte do mundo: o Eclipse Lunar Total e como se não bastasse, serão dois grandes eventos em uma única noite! 

Além do Eclipse Lunar, teremos também a Super Lua, o que significa que a Lua Cheia estará com seu tamanho aparente maior do que o de que costume. Será um verdadeiro espetáculo!




Pela primeira vez em mais de 30 anos, você poderá ser testemunha de uma combinação entre uma Superlua e o eclipse lunar. 

O raro evento vai acontecer neste domingo, dia 27 de setembro, quando a enorme lua será coberta pela sombra da Terra por mais de 1 hora. 

Todo o território do Brasil vai poder observar, por volta das 22h, a Lua começar a escurecer e ganhar uma coloração avermelhada, conhecida como “Lua de Sangue”, outro fenômeno da noite.

Os amantes de astronomia aguardam a data com expectativa, pois serão grandes eventos astronômicos numa única noite. Além desses fenômenos, outros dois acontecimentos conhecidos como Lua de Sangue e tétrade lunar são previstos para o dia.


Superluas:





A Lua Cheia de 27 de setembro estará a menos de uma hora da máxima aproximação da Lua com a Terra, portanto, ela parecerá ainda maior no céu noturno. 

De acordo com a Nasa, agência espacial norte-americana, as Superluas acontecem uma vez por ano, em média. Este ano já tivemos duas, mas esta superlua será a mais próxima da superfície terrestre.




Isso acontece porque a órbita da lua não é um círculo perfeito, então em alguns pontos de sua órbita ela parece estar mais próxima do planeta Terra. 

“Quando a lua está em seu ponto mais distante isso é conhecido como apogeu e quando está mais perto é chamado de perigeu”, explica o cientista da Nasa Noah Petro.

No perigeu, a lua está cerca de 48 mil quilômetros mais perto da Terra do que no apogeu. Essa proximidade faz com que a lua pareça 14% maior e 30% mais brilhante do que uma lua cheia do apogeu. 

Por isso, a lua cheia do perigeu ficou conhecida como Superlua.

A Super Lua na noite do Eclipse Lunar


Como foi dito anteriormente, na mesma noite que acontece o Eclipse Lunar, teremos também um segundo evento astronômico. Chamado de Super Lua, ele acontece quando a Lua está no seu ponto mais próximo com a Terra (perigeu). Quando coincide da Lua estar em seu ponto mais próximo justamente no dia da Lua Cheia, ela fica consideravelmente maior no céu. 



O momento em que a Lua fará sua máxima aproximação com a Terra estará a menos de uma hora do momento da Lua Cheia e do Eclipse. Será um evento maravilhoso, e isso é o que tornará o Eclipse Lunar deste dia 27 ainda mais raro e espetacular!

Eclipse Lunar




Um eclipse lunar, transforma esse fenômeno num show ainda melhor. Por mais de uma hora, a sombra da Terra, vai “engolir a lua” conforme o planeta se coloca entre o Sol e a lua.

Eclipses lunares ocorrem pelo menos duas vezes por ano, só no século 21 vão acontecer 228 eventos desse tipo. 

Civilizações como os Incas e os Mesopotâmicos historicamente viam o eclipse lunar como aleatórios e assustadores, quando, na realidade, são fenômenos previsíveis.

No entanto, a combinação de uma Superlua com um eclipse é mais rara. O último evento desse tipo aconteceu em 1982 e o próximo vai ser somente em 2033. 

“É raro porque é algo que uma geração inteira pode não ter visto”, diz Petro.



O eclipse total vai durar cerca de 5 hora e 11 minutos e será visível nas Américas do Norte e Sul, Europa, África e partes da Ásia e Pacífico.

O eclipse de uma superlua é muito raro e aconteceu apenas cinco vezes desde 1900, em 1910, 1928, 1946, 1964 e 1982. O próximo só vai acontecer em 2033. 

Por que acontecem os eclipses lunares?


Como sabemos, a Lua orbita a Terra, e durante sua trajetória acontecem as fases da Lua. 

Quando a Lua está entre a Terra e o Sol, temos a fase nova, e quando a Terra está entre a Lua e o Sol, temos a Lua Cheia. De tempos em tempos, quando a Terra está entre a Lua e o Sol (Lua Cheia) o nosso planeta projeta sua sombra na superfície da Lua por conta de um alinhamento, e isso faz com que a Lua Cheia fique escura por alguns minutos. 

Já o eclipse solar acontece quando a Lua projeta sua sombra na Terra, ocultando o Sol e fazendo o dia virar noite.


Tétrade 



A Tétrade de Eclipses Lunares é uma série de quatro Eclipses Lunares Totais que acontecem em determinadas épocas, sendo que a última ocorreu entre 2003 e 2004, e teremos apenas mais seis tétrades como essa até o final do século atual. 





O primeiro Eclipse da Tétrade aconteceu no dia 15 de abril de 2014; o segundo no dia 8 de outubro de 2014; o terceiro no dia 4 de abril de 2015, e o último será agora, no dia 27 de setembro de 2015.

Lua de Sangue:




Um eclipse lunar total é precedido por um eclipse penumbral, acontece quando a Lua entra na penumbra, parte mais clara da sombra da Terra.

Logo depois, há um eclipse parcial quando a Lua entra na umbra, região mais escura da sombra da Terra, e parece estar “mordida”. 



Na totalidade a Lua fica completamente encoberta pela umbra, porém, ela não fica totalmente escura, mas, com uma cor avermelhada. 

A cor vermelha é resultado da influência da atmosfera terrestre nos raios de luz.Tudo isso fará com que aconteça um eclipse total de uma Super-Lua de Sangue.


De onde o Eclipse Lunar de 27 de setembro poderá ser visto?

Essa é a parte mais interessante sobre esse belíssimo eclipse lunar: ele poderá ser visto em grande parte do mundo, como no oeste da Europa e da África, leste dos EUA e em toda a América Latina, incluindo o Brasil, claro! 

Agora é só torcer pra que o clima ajude, e pra que tenhamos um céu aberto, sem nuvens, na maior parte dessas regiões.


Em qual horário acontece o Eclipse Lunar do dia 27 de setembro?

Isso depende do fuso horário de cada região. No Estado do Acre, por exemplo, a Lua começa a entrar na penumbra (na região menos escura da sombra) a partir das 19h12. Já na parte leste do Brasil, isso acontece às 21h12, enquanto que no centro, será às 20:12. Pra facilitar o nosso entendimento, foi feito um mapa mostrando o horário de começo, meio e fim do Eclipse Lunar do dia 27 de setembro. Veja abaixo:


Horário de início e término de todas as fases do Eclipse Lunar Total de 27 de setembro de 2015 - Créditos: Galeria do Meteorito


Para entender o mapa, basta ver a sua região, e acompanhar a legenda à direita. A parte mais escura não poderá observar o Eclipse, enquanto que a parte intermediária poderá observá-lo parcialmente, e dependendo do horário, como mostra na legenda, não será possível enxergá-lo.



A Meditação da Lua Cheia




A meditação é um potente método a serviço da humanidade, quando a mente é empregada como um canal para a recepção de luz, de amor e de paz, e direcionado para o interior da consciência humana. 

O momento da Lua Cheia, em cada mês, oferece a maior oportunidade para que a meditação, particularmente de forma grupal, seja utilizada como um meio de cooperação com o Propósito ou Plano divino para o nosso mundo.


Atualmente, numerosos grupos de serviço, grandes e pequenos, encontram-se regularmente em cada mês por todo o mundo, no momento do plenilúnio, para o trabalho de meditação. 

É útil compreender que tais encontros para a meditação em grupo, como serviço à humanidade, têm sido celebrados durante muitas décadas. 

Assim, o trabalho não começa do zero em cada mês ou cada ano. Através dos anos foi criado um canal grupal, utilizado para a distribuição de energia que, continuamente cresce e é construído sobre o que já foi realizado, e que requer em todo momento de nossa parte uma compreensão mais profunda e uma crescente capacidade para penetrar em novos níveis de consciência, elevando assim, em conjunto, a consciência da humanidade, embora numa fração não mensurável.




Meditação Arte de Viver




A Arte de Viver promove todos os meses a Meditação da Lua Cheia simultaneamente em várias cidades brasileiras. O evento é gratuito, reúne milhares de pessoas e acontece em vários lugares do mundo. 

Qualquer interessado pode participar. Não é preciso ter experiência anterior com meditação.

No Brasil, a meditação coletiva conta com a presença regular de 21 cidades: Alphaville, Aracaju, Balneário Camboriú, Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis, Juiz de Fora, Goiânia, Indaiatuba, Niterói, Paraty, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Paulo, São José dos Campos, Sorocaba, Visconde de Mauá, Vitória, Volta Redonda e Uberlândia.

As meditações em grupo têm um efeito potencializado. Iniciativas como esta contribuem para a maior conscientização com relação à meditação e possibilitam que o conhecimento sobre essa prática milenar seja descoberto por mais pessoas.

Por que meditar sob a lua cheia?



As energias de luz, de amor e da paz, sempre estão acessíveis para quem se põe em contato com elas na meditação. Mas, como em todos os aspectos de nossa vida planetária, há ciclos de fluxo e refluxo com os quais podem cooperar conscientemente, tantos os grupos, como os indivíduos. 


Um dos maiores ciclos de energia coincide com as fases da Lua, alcançando seu clímax, sua maré alta, no momento da Lua Cheia. Este é um momento, portanto, em que a canalização de energia, através da meditação em grupo, pode ser especialmente efetiva.


Como a lua tem efeito nas marés e em toda a água do planeta, acredita-se que ela também afete o nosso corpo, que é composto por água em cerca de 70%. 



Assim, meditar sob a lua cheia pode harmonizar todos os efeitos desse astro sobre o nosso sistema. Além disso, a meditação tem um efeito muito positivo não só para quem a pratica, mas para todo o ambiente ao redor.

A influência da lua pode ser percebida em nossas vidas, de uma forma ou de outra.  Em diferentes culturas no mundo todo – seja em celebrações para invocar boas vibrações para um novo trabalho ou em meditações – os movimentos da lua são levados em consideração.

Essa sabedoria também faz parte da cultura popular brasileira, presente na crença de que as fases da lua podem afetar processos do nosso corpo físico, como o momento do nascimento de bebês e o crescimento dos cabelos, por exemplo. 

"Acreditamos que na fase da Lua Cheia, nosso corpo fica mais propício a receber energias boas. Essa conectividade também é influenciada pela participação em grupo. Todo lugar onde há uma ou mais pessoas reunidas em um mesmo propósito, há sempre energia positiva" - comenta uma das organizadoras do evento.





Na Índia, vários festivais - como Ramzan, Guru Purnima e Holi - são celebrados com base nos movimentos da lua.

Antigas escrituras indianas falam sobre os efeitos da lua no nosso corpo. De acordo com o Vishnu Purana, a lua teria influência sobre a glândula pineal, de onde são secretados hormônios vitais para nosso organismo. Na meditação, a lua cheia nos ajuda a atingirmos estados profundos de descanso, a transcendermos a mente e nos conectarmos com nosso universo interior mais facilmente.







Postagem baseada nas seguintes fontes:
http://www.galeriadometeorito.com/2015/09/tudo-sobre-o-eclipse-lunar-total-de-27-de-setembro-de-2015.html#.VgWCXvlViko
http://www.ebc.com.br/tecnologia/2015/09/eclipse-da-superlua-de-sangue-acontece-neste-domingo-27
http://www.encontroespiritual.org/batividades/batividades_medluacheia.html
http://www.artofliving.org/br-pt/meditacao-da-lua-cheia




quarta-feira, 23 de setembro de 2015

"O Celeiro do Juízo Final"



O Silo Internacional de Sementes da Esvalbarda, apelidado de "Celeiro do Juízo Final", é o reservatório de sementes localizado no arquipélago Ártico de Svalbard.

O Arquipélago de Svalbard está localizado a 560 Km ao norte da Noruega, e conta com a região permanentemente habitada mais próxima ao polo Norte do planeta: a ilha de Spitsbergen, com 23,641 km² e 2500 habitantes. 

O arquipélago de administração e maioria da população norueguesa (mas também habitado por russos e ucranianos) tem algumas curiosidades interessantes. 

Nesta distante, isolada e inóspita localidade, o governo da Noruega resolveu construir um “arquivo” de sementes do mundo. 

Seu objetivo é o de preservar espécies de plantas que sirvam como alimento para a população terrestre. Amostras de sementes e de plantas — centenas de milhares de diferentes tipos — estão sendo protegidas e armazenadas para evitar seu desaparecimento devido às mudanças climáticas, ao esgotamento de seu hábitat ou a outros desastres naturais ou provocados pelo homem.

Recentemente o silo recebeu mais 10 mil sementes, e já armazena milhões de tipos diferentes de sementes, representando 13 mil anos da história da agricultura. 

Totalmente subterrâneo, é o maior “arquivo” de sementes do planeta, com 3 milhões de amostras, 90% de todas as espécies existentes, algumas delas cultivadas em estufas.




A proteção da diversidade de plantações do mundo é fundamental para garantir a segurança de comida caso haja uma mudança climática radical, alertou o Global Crop Diversity Trust (GCDT), grupo que gerencia o silo. 

As sementes vieram de outros silos, da Bulgária, Colômbia, Índia e Taiwan, contendo variedades de mais de 100 países.

"O Silo Internacional de Sementes da Esvalbarda simboliza como nós podemos criar uma solução positiva, sustentável e de longo-prazo para alimentar o mundo para sempre", disse Marie Haga, Diretora Executiva da GCDT.

Criado pelo Reino da Noruega com cooperação internacional e mantido pelo Fundo Global da Diversidade Agrícola, o Silo Svalbard é o último recurso da política mundial de seguros para a proteção da diversidade vegetal. 

Os bancos de genes do mundo todo depositam amostras duplicadas de seus estoques em Svalbard como forma de segurança. O silo de Svalbard assegura que bancos de genes de outros lugares tenham amostras de segurança no caso de falha institucional imprevisível — amostras perdidas, gestão negligente ou redução no financiamento.

Imensas instalações subterrâneas foram escavadas na rocha bruta em SVALBARD




O Silo Global de Sementes da Esvalbarda (em inglês Svalbard Global Seed Vaul),  é o maior silo para sementes do mundo, construído próximo à vila de Longyearbyen, no remoto arquipélago Ártico de Svalbard, a apenas cerca de 1120 km ao sul do pólo norte.

Este projeto megalômano, popularmente conhecido como "Silo do fim do Mundo", é o maior armazém de sementes do mundo, criado para salvaguardar a biodiversidade das espécies de cultivos que servem como alimento.

O Silo é gerenciado sob os termos definidos em um acordo tripartite entre o governo Norueguês, o Fundo para a Diversidade Global de Cultivos (Global Crop Diversity Trust) e o Banco de Genes Norueguês (Nordic Gene Bank). 

O Banco de Genes Norueguês é um esforço de cooperação entre todos os países nórdicos, sob a supervisão do Conselho Nórdico de Ministros (Nordic Council of Ministers). O Governo Norueguês financiou em sua totalidade o custo de construção do Silo, estimado em cerca de 9 milhões de dólares.

Em 19 de Junho de 2006 os primeiro-ministros da Noruega, Suécia, Finlândia, Dinamarca e Islândia participaram em uma cerimônia de inicio das construções, "colocando a primeira pedra". As obras foram previstas para durar sete meses, inaugurando-se a construção entre fevereiro e maio de 2008.


O silo tem capacidade para abrigar milhões de sementes. O restante será preservado através de coleções de plantas vivas ou em laboratório. 

As câmaras estarão à -18 °C, e se por alguma razão o sistema elétrico de refrigeração falhar, o montante de gelo e neve que naturalmente recobre o silo–o permafrost–manterá as sementes entre -4 e -6 °C.



O silo foi construído no Monte Spitsei a 120 metros de profundidade na pedra de arenito, a 1.000 km ao norte da Noruega continental, e foi escolhido por ser um lugar a salvo das possíveis alterações climáticas causadas pelo aquecimento global. 

As obras começaram em março de 2007 e foi inaugurado em 26 de fevereiro de 2008, quando recebeu seu primeiro carregamento de 100 milhões de sementes, originários de mais de 100 nações diferentes (incluindo o Brasil). Em março de 2013, o número de amostras distintas supera a casa dos milhões.

Embora a imprensa popular retrate o silo como uma forma de proporcionar refúgio para as sementes no caso de uma grande catástrofe global, suas 3 divisões de armazéns, que têm capacidade para 2 bilhões de sementes, só serão utilizadas quando os bancos genéticos perderem amostras devido à má gestão, acidentes, falhas de equipamentos, cortes de financiamento e desastres naturais. 

Existem alguns bancos de sementes em todo o mundo, mas muitos estão em países politicamente instáveis ou ambientalmente ameaçados.

Os custos operacionais serão pagos pela Global Crop Diversity Trust e os principais financiadores da iniciativa são diversas fundações e países, como a Fundação Bill e Melinda Gates (mais de 20 milhões de dólares), Reino Unido (19 milhões), Austrália (11 milhões), etc.



Neste silo as semente são embaladas em pacotes de quatro camadas especiais e seladas por calor para excluir a umidade, então são conservadas a uma temperatura de 18 graus abaixo de zero em caixas de alumínio fechadas hermeticamente, o que garante uma baixa atividade metabólica e um perfeito estado de conservação durante séculos. 

Ademais o silo é estanque à atividade vulcânica, terremotos, radiação e a elevação do nível do mar, e no caso de uma falha elétrica, o permafrost (camada de gelo permanentemente congelada) do exterior atuará como refrigerante natural.



Para manter a segurança, sensores de movimento e uma webcam monitoram a única porta de entrada. A torre de controle no aeroporto local tem uma vista direta para o local, que é mantido bem iluminado durante os escuros meses de inverno.


A caixa forte de sementes, conhecida também como Caixa Forte de Sementes "Fim do Mundo", consiste em três câmaras, e está localizado à saída de Longyearbyen e do Aeroporto Longyear diretamente oposto. 

A instalação é cerca de 130 metros acima do nível do mar em túnel de 120 metros de montanha a dentro, em uma situação de arenito estável. Cada uma das três câmaras subterrâneas é de cerca de 1200 metros cúbicos (20 metros de profundidade, 10 metros de largura e 6 metros de altura). 

O local até agora abaixo do solo garantindo temperatura fria e estável para o futuro próximo e é alto o suficiente, acima do nível do mar, para garantir a instalação contra qualquer aumento no nível do mar como resultado do aquecimento global. Em uma época de mudanças climáticas, esta é igualmente uma questão global.


A diversidade da vida vegetal na Terra é tão grande que supera as tentativas humanas de quantificação total. As estimativas do número de espécies de plantas conhecidas variam de cerca de 300 mil a 400 mil, mas, no meio de florestas remotas ou no alto dos picos das montanhas, outros milhares de espécies desconhecidas podem estar esperando seu primeiro encontro com um cientista que reconheça a sua singularidade.

Atualmente, o grupo está pedindo aos governantes, empresários, fundações e aos ricos, para contribuir com uma doação de US$800 milhões, que será utilizada para conservar a variedade de plantações perpetuamente.

Em verdade o Silo do Fim do Mundo funciona como uma caixa blindada de um banco. O banco é proprietário de um edifício e o depositante guarda o conteúdo em sua caixa. 

Neste caso, o Governo da Noruega é dona do banco e os bancos genéticos são os donos das sementes que enviam. Assim, o depósito de amostras em Svalbard não constitui uma transferência legal de recursos genéticos.










Essa Postagem foi baseada nas seguintes fontes:
http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=29764